Fiesp reúne multinacionais para atenuar os efeitos do desastre do governo que ajudou a criar


DCM - A Coluna Painel S.A. de Joana Cunha na Folha de S.Paulo informa que os presidentes e executivos das operações brasileiras das multinacionais europeias Mercedes-Benz, Louis Vuitton, Casino, UBS e Nestlé são esperados por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, nesta segunda (2) para falar sobre queimadas e desmatamento. Depois de se encontrar com Bolsonaro e Paulo Guedes na semana passada, ele vai tentar passar a mensagem de que a crise ambiental tem sido transmitida com sensacionalismo, na esperança de que o recado chegue às matrizes.

De acordo com a publicação, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, agora na coordenação da reforma tributária, participou de um jantar com dezenas de convidados na casa de Washington Cinel, dono da Gocil, nesta sexta (30). O empresário virou um entusiasta da mudança no sistema de impostos. Recentemente, em outro jantar na residência de Cinel, havia entre os convidados o economista Bernard Appy, idealizador da proposta que tramita na Câmara. Na ocasião, ele respondeu várias perguntas sobre o tema. É baixa a chance de fracassar o acordo anunciado na sexta (30) pelo governo para reduzir a contribuição aos caixas do sistema S, segundo um dos protagonistas do acerto pelo governo. Embora ainda falte aprovação pelos conselhos das entidades, a expectativa é de êxito porque seus representantes só teriam iniciado as tratativas após confirmar que haveria maioria. Entre as federações e confederações, houve resistência. Mas acabaram convergindo porque lideranças importantes concluíram que seria melhor chegar a um acordo do que ficar em atrito com o governo, de acordo com a avaliação de quem participou das negociações.

Em discurso na Firjan em dezembro do ano passado, Paulo Guedes, ainda antes de assumir seu posto no ministério da Economia, defendeu os cortes com a famosa frase de que seria preciso “meter a faca” no sistema S. Ainda nesta sexta, Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, foi recebido por Paulo Guedes. Minutos antes de entrar na reunião, ao ser questionado pela coluna sobre qual assunto trataria, ele ironizou. Disse que, com o ministro da Economia, só poderia falar sobre economia, completa a Folha.