Algumas entidades de representação das polícias Militar e Civil classificaram de “ridícula” a proposta de reajuste apresentada pelo governador Ratinho Jr. Os grevistas e suas lideranças não aceitam a proposta e preparam estratégias para fortalecer a greve.
O governador Ratinho Júnior anunciou, na manhã desta quarta-feira (03) uma reposição salarial de 5,09% aos servidores do Paraná. O pagamento será feito de forma parcelada: 0,5% será pago a partir de outubro deste ano e mais 1,5% a partir de janeiro do ano que vem. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no caso de a Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior ter crescido pelo menos 6,5%. O restante (mais 1,5%) incidirá em janeiro de 2022, desde que a receita apresentar crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores.
Para que o acordo seja firmado, o Governo pede que os servidores assumam um compromisso público de concordância, aceitando inclusive o fim da licença prêmio.
Os policiais vão se reunir para decidir sobre possível deflagração de greve.
Os professores lançaram a seguinte nota:
“O governador Ratinho Junior convocou a imprensa para apresentar uma proposta para os servidores. A prática já se configura como um desrespeito as mais de 280 mil famílias de servidores públicos paranaenses, da ativa e aposentados, que estão há 42 meses com seus salários congelados e em greve pela falta de diálogo do executivo.
Não bastasse isso, o governador apresentou, a portas fechadas, uma proposta indecente de reajuste para as categorias.
Em debate desde março deste ano, o Fórum dos Servidores vem apresentando estudos e finalizou junho com uma proposta ao governo que é possível de ser paga: a implantação da inflação dos últimos 12 meses e negociação dos outros cerca de 13% referentes a anos anteriores.
Infelizmente, o governo do Paraná não respondeu a proposta e os servidores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.
A proposta apresentada hoje é uma afronta as categorias. Como dizer a uma merendeira de escola, cujo salário é de pouco mais de mil reais, que seu salário será reajustado em cinco reais a partir de outubro? É uma vergonha para um governo que isenta em R$ 10,5 bilhões por ano, empresários e ruralistas.
Mais grave é tentar chantagear as categorias de servidores e condicionar a efetivação dessa proposta a retirada de direitos dos servidores.
Queremos que o governador cumpra a promessa de campanha, de manter as portas do palácio abertas para negociar e pagar o que deve aos servidores.
A Greve continua porque é legítima e tem uma pauta de garantia de direitos a quem atende a população que mais necessita do Estado. É grave, é greve!
Direção Estadual da APP-Sindicato
Curitiba, 03 de julho de 2019”
