A manipulação de dados sobre o crescimento do PIB na China e EUA


É cômico – se não fosse trágico – a manipulação de dados pela imprensa canalha sobre o crescimento do PIB em diversos países.

Nos últimos dias a mídia nacional publicou e divulgou nos telejornais o fracasso econômico da China, que teve redução no PIB “como jamais vista”. Entrevistaram autoridades e financistas estadunidenses sobre o “desastre” ou desaceleração da economia chinesa.

Os dados do PIB chinês são mostrados pela mídia subserviente como desastre econômico na segunda maior economia do país, fruto das sanções econômicas decretadas por Trump nos últimos meses. Segundo a mídia, o presidente norte-americano teria saído vitorioso no embate econômico com a China... só que não!

Na realidade dos números - e não das suposições e ilações -, a economia estadunidense vai de mal a pior sob o governo de Donald Trump. O Fundo Monetário Internacional alerta para a queda na expectativa de vida no país, e lembra que 45 milhões de estadunidenses vivem na pobreza.

As previsões dos economistas mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) estadunidense crescerá 2,6%, muito pior que o verificado no primeiro trimestre de 2019: 3,1%.

A China, porém, anuncia crescimento de 6,2%, ou seja, mais que o dobro da economia estadunidense. E apesar disso, a imprensa nativa mostra um cenário totalmente contrário ao da realidade econômica mundial, manipulando informações e análises para agradar ao governo da decadente economia estadunidense.

América Latina
Também nas análises sobre o crescimento econômico dos países da América Latina a imprensa é manipuladora.

A mídia não revela, por exemplo, que no Brasil, economistas reduziram pela 20 ª vez seguida a projeção do PIB de 2019, para alta de 0,81%. Ou seja, o pior crescimento das últimas decadas.

Um dos países demonizados pela mídia subserviente ao Pentágono, a Bolívia, registra o maior crescimento econômico da América do Sul e, conforme projeções de organismos tão diferentes como a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Banco Mundial, o país andino também liderará em 2019.

De acordo com o vice-presidente Álvaro García Linera, nos últimos anos a Bolívia registrou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que se traduz em “importantes conquistas para o país”, uma vez que é compartilhado pelo conjunto da população. A média da evolução do PIB boliviano foi de 4,3%.

José Gil