Vitor Abdala, repórter da Agencia Brasil - O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (7) que o Supremo Tribunal Federal (STF) está em sintonia com o governo federal. A afirmação foi feita ao comentar a decisão da corte de permitir que o Executivo privatize subsidiárias de estatais sem precisar da autorização do Congresso Nacional.
Segundo ele, a decisão do STF foi patriótica. "Nós queremos menos Estado", disse Bolsonaro, em cerimônia de formação de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro. "O STF, agindo dessa maneira, de certa forma, desamarrou a questão das privatizações".
O presidente também falou sobre inflação e desemprego no país. Ele explicou que herdou um Brasil em crise econômica, mas disse acreditar que o país irá se recuperar e que o "ponto de inflexão" será a aprovação da reforma da Previdência.
Bolsonaro participou de formatura de sargentos da Marinha no Rio.
Leis de trânsito
Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre seu projeto de lei que prevê mudanças em regras de trânsito, entre elas o fim da exigência do exame toxicológico para caminhoneiros e motoristas de ônibus. Ele disse que esse exame tem "efetividade nula". "Se o parlamento entender de forma diferente, mantenha como está, sem problema nenhum. Eu não sou o dono das leis".
Sobre o fim das multas para motoristas que levam crianças fora de cadeirinhas, Bolsonaro disse que cabe aos pais zelar pela segurança delas. "Não é porque não está na lei que vou deixar meu filho ou minha filha fazer o que bem entender ou conduzi-lo de forma irresponsável dentro do carro".
Em relação às mudanças nas regras para concessão e renovação de carteiras de habilitação, Bolsonaro disse que o objetivo foi reduzir o custo para os motoristas.
Plantão Brasil
Petrobras já coloca quase tudo à venda após liberação do STF
A Petrobras vai retomar seu cronograma de venda de ativos, depois do "liberou geral" do STF em decisão tomada nesta quinta-feira (6). As principais participações acionárias à venda somam US$ 32,3 bilhões, considerando empresas como BR, Liquigás, Gaspetro, além de oito refinarias e da TAG, rede de gasodutos no Norte e Nordeste.
Reportagem do jornal O Glogo aponta que a estratégia da Petrobras é gerar recursos extras para pagar dívidas, atualmente em US$ 68,3 bilhões, para depois acelerar os investimentos.
"A prioridade agora da estatal é se concentrar nas operações maiores, como a Liquigás e a venda adicional das ações da BR Distribuidora. No caso da Liquigás, o objetivo é se desfazer de 100% da companhia, que atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP)", informa o jornal.
Vale lembrar que o valor pelo qual Bolsonaro quer vender essas subsidiárias é equivalente a cerca de 1 ano de lucro delas. O melhor negócio do mundo: você compra uma empresa e em 1 ano já recuperou o investimento.
