Fiasco em Caracas: a pegadinha de Putin & Maduro nos EUA


Duplo Expresso – Por Romulus Maya

Desde ontem de manhã, depois do programa, comentei com Wellington Calasans e Carlos Krebs que possivelmente Maduro repetiu Erdogan: sabia do golpe, da sua inviabilidade, e deixou rolar.
Isso, se não tiver ido além e até secretamente incentivado, numa operação de falsa bandeira (false flag) e infiltração, plantando a (contra-) informação de que “altos dirigentes iam aderir”.
Contra-informação, se for o caso, comprada pelos EUA, como vimos. Pelo valor de face.

– Rá!

Pois agora Maduro tem um mapa de toda a banda (“bandinha”, né?) podre.

Se for o caso, repetiu – mutatis mutandis – Saddam Hussein, que não apenas não dormia 2 noites seguidas no mesmo lugar como, não raro, tinha até soldados da sua guarda pessoal acordados no meio da noite com a “informação” (falsa) de que “Saddam fora assassinado”, com o convite para que aderissem à “revolução”.

Imaginem o destino de quem “aderia”, né…
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A ver se Maduro terá a coragem de Erdogan para fazer expurgo.

(O Rubem Gonzalez, por exemplo, acha Maduro um tanto frouxo)
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– Poxa, os EUA acham que só eles sabem brincar de guerra híbrida?? rs
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P.S.: se for o caso de se haver permitido um golpe débil para justificar um contra-golpe avassalador, imagino que o passarinho que cantou a bola antes lá em Ankara anos atrás seja o mesmo que tenha cantado também em Caracas. Um passarinho do frio… rs
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P.P.S.: o grande Pepe Escobar confirma a pegadinha que Putin e Maduro deram nos EUA: “No alvo. A inteligência da Rússia tinha tudo mapeado. Confirmado por algumas das minhas melhores fontes no GRU. Vocês estão fazendo um puta trabalho.”

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Nota da redação: No Brasil o vexame das autoridades federais foi ainda maior. O filho 02 do presidente foi até a fronteira para esperar a derrubada de Maduro – com dinheiro dele ou da viúva? E ficou frustrado.

Nossos generais pro-Bolsonaro se mostraram totalmente desinformados sobre assuntos estratégicos de interesse nacional. Como podemos confiar nesses militares?

Este é o Brasil de hoje: vergonha, vergonha, vergonha!