A mídia canalha quer sangue na Venezuela


Duas manifestações marcaram a continuidade da propaganda contra o governo venezuelano na mídia canalha neste sábado em Caracas, na Venezuela.

A manifestação de Maduro reuniram milhares de pessoas e revelou que os blecautes no sistema de distribuição de energia elétrica do país por hackers – ou governo – norte-americano foi um tiro no pé dos oposicionistas: a população venezuelana, na sua maioria, condena os blecautes e reforça o apoio ao governo constitucional. O governo está identificando os causadores desses ataques terroristas ao sistema elétrico do país, chamados pela mídia canalha de “opositores”. Quando falta energia elétrica em um hospital, em meio a uma cirurgia, o risco é de morte do paciente, portanto não se trata de ato oposicionista, mas de ação terrorista criada pelo governo Trump e defendida pela mídia canalha.

A manifestação do autoproclamado presidente Juan Guaidó fracassou, como tem ocorrido em quase todas as manifestações de oposicionistas nos últimos meses. Guaidó só existe na imprensa ocidental e nos governos dos países fantoches dos EUA. Para disfarçar o fracasso da manifestação do deputado golpista a imprensa canalha culpa a Guarda Bolivariana por ter retirado o sistema de som e o palanque. Mentira. A manifestação fracassou porque Guaidó não tem apoio da maioria do povo venezuelano, apesar de toda a manipulação da mídia canalha.

Na verdade, o que a mídia canalha deseja é ver sangue na Venezuela, muito sangue para permitir o roubo do petróleo e das riquezas naturais do país pelo governo norte-americano. A mídia canalha tem como seus maiores anunciantes empresas norte-americanas, e neste sentido defende seus próprios interesses ao defender os interesses criminosos do governo Trump.

Derrubar Maduro é abrir caminho para derrubar também Evo Morales na Bolívia, o país que mais cresceu econômicamente na América Latina nos últimos anos.

Não informam corretamente os telespectadores e leitores – a quem deveriam respeitar – que a crise na Venezuela foi criada pelo governo dos Estados Unidos da América que bloqueou – roubou – 28 bilhões de dólares do país nos Estados Unidos e doou 270 milhões de dólares para a oposição venezuelana. Além disso, obrigou os governos fantoches de países que fazem fronteira com a Venezuela , incluindo o Brasil, a impedir o comércio, a entrada de medicamentos e alimentos. Ou seja, a crise na Venezuela é criada, mantida e estimulada pelo governo dos EUA, e não pelo governo venezuelano que continua tendo apoio da maioria do povo venezuelano.

Diariamente a mídia canalha mostra venezuelanos fugindo para o Brasil, esfomeados, para reforçar a propaganda norte-americana contra a Venezuela. Não mostra que existe mais brasileiros trabalhando e residindo na Venezuela do que venezuelanos no Brasil, ou esta informação não é relevante?

Denúncia recente de militares venezuelanos mostra que cada militar ou policial desertor que atravessa as fronteiras com o Brasil ou Colômbia recebe como pagamento 30 mil dólares. Este é o valor por trair sua pátria. Dinheiro dos próprios venezuelanos roubado pelos norte-americanos e devolvido na forma de “trinta moedas”.

A mídia canalha não revela que em caso de guerra um dos países mais prejudicados seria o Brasil. Milhares de refugiados da guerra invadiriam as cidades fronteiriças brasileiras, criando colapso nos sistemas de saúde, segurança e habitação. Mercenários e terroristas seriam atraidos para o palco de guerra utilizando território brasileiro como base temporária. Um novo mercado de armas e drogas seria criado nas fronteiras do Brasil favorecendo o tráfico e a violência.

A situação da Venezuela é a mesma situação da Síria. O governo norte-americano criou e financiou a guerra na Síria para roubar petróleo, como fez na Líbia e Iraque. A mídia canalha sempre defendeu a oposição síria, isto é, os terroristas e mercenários financiados pelo governo dos EUA.

Fernando Marques – Movimento Democracia Direta do Paraná