Ontem durante a noite o ex-governador e candidato ao Senado pelo PSDB, Beto Richa, foi libertado no Regimento da Polícia Montada por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Em sua primeira declaração à imprensa Beto Richa classificou de crueldade a decretação de sua prisão e de familiares, e anunciou que segue em campanha por uma vaga no Senado.
Outros 13 investigados da Operação Rádio Patrulha foram beneficiados pela decisão do ministro Gilmar Mendes e também foram libertados. O ex-secretário Deonilson Roldo, tem outro mandado de prisão em seu nome, da 53ª fase da Lava Jato, a Operação Piloto, e pode permanecer preso.
Na saída do Regimento, Beto Richa, classificou como crueldade a sua prisão e questionou a seriedade do delator, Toni Garcia, um ex-presidiário. “O que fizeram comigo foi uma crueldade enorme, eu não merecia o que aconteceu, mas estou de cabeça erguida. Continuo respondendo a todas as acusações. Foram dias de sofrimento para mim e toda a minha família. Lamento que a palavra de um delator sem credibilidade tenha começado isso. Vale a minha palavra ou a dele?”, questionou o ex-governador. “Quero abraçar meus filhos e netos e voltar à campanha”.
O delator de Beto Richa, Antônio Celso Garcia, mais conhecido como Tony Garcia, já foi deputado estadual, candidato a prefeito de Curitiba e postulante ao Senado (por três vezes). Ele foi preso em 2004 pela PF (Polícia Federal), acusado de gestão fraudulenta do Consórcio Garibaldi – negava ser o verdadeiro dono da empresa.
Beto Richa retorna à campanha eleitoral confiante no reconhecimento dos paranaenses à sua trajetória política. Desde 1995, quando abraçou a carreira pública, Beto Richa construiu uma carreira política sólida e honrada, como deputado estadual, vice-prefeito, prefeito e por fim governador do Paraná por dois mandatos, em duas vitórias no primeiro turno. Recebeu diversos prêmios como melhor prefeito do Brasil e equacionou as contas públicas do Estado durante uma das maiores crises financeiras do país. Graças a Beto Richa o Paraná paga em dia seus servidores – enquanto diversos estados estão falidos e atrasando salários.
O ministro Gilmar Mendes disse ver “notório abuso de poder” e a necessidade de que fossem colocados “freios” na atuação dos investigadores. “Pelo que estava olhando no caso do Richa, é um episódio de 2011. Vejam vocês que fundamentaram a prisão preventiva a uns dias da eleição, alguma coisa que suscita muita dúvida. Essas ações já estão sendo investigadas por quatro, cinco anos, ou mais”. Ele deu também salvo conduto a Beto Richa em relação a qualquer determinação de prisão preventiva.
