Arábia Saudita, o reino da traição


O Reino da Arábia Saudita foi criado em 1932 quando o Reino Unido – a potência dominante na época – entregou a região de pastores de ovelhas para ser governada pelo xeique Ibn Saud, visando contar os movimentos nacionalistas árabes que já naquela época ameaçavam os interesses criminosos nas potências ocidentais invasoras.

A escolha de Ibn Saud, segundo alguns historiadores independentes, teria sido causada porque a família Saud teria raízes judaicas em sua origem, na distante Turquia, de onde emigraram para a região conhecida como Arábia.

Ao receber das mãos do império britânico a região da Arábia, Ibn criou um país com o nome de sua família, Arábia Saudita (da família Saud), portanto, um país de propriedade de uma família. Imagine se no lugar de Brasil nosso país se chamasse Reino dos Braganças? Algo insólito e inusitado, mas perfeitamente aceitável pela “comunidade internacional” dominada por potências imperialistas.

Através dos séculos o Reino Saudita se alinhou sempre ao que há de pior na política internacional: traiu a Causa Palestina, traiu a Causa Árabe, colocou no poder governantes que buscavam – e buscam – apenas o luxo e a extravagância. Financiam terroristas no Iraque, Síria e Iêmen. Recentemente o sucessor da casa real saudita foi acusado de mandar torturar, assassinar e esquartejar um jornalista saudita que estava na Turquia, protegido pela CIA.


Mufti saudita Abdelaziz al-Sheikh

Neste círculo de horrores patrocinados pelos sauditas, os palestinos – e os povos em geral – assistem estarrecidos a declaração do grande mufti wahhabi na Arábia Saudita (colocado no poder pela casa real saudita) pedindo que os muçulmanos se juntem a Israel na luta contra o terrorismo. Abdelaziz al-Sheikh disse em uma rádio saudita que não era permissível do ponto de vista religioso lutar contra os israelenses e o Estado hebreu. Ele afirmou que era proibido para um muçulmano atacar o exército israelense, porque, segundo ele, os sionistas estão protegendo a mesquita de al-Aqsa, acrescentando que também que o Estado de Israel pode ser um valioso aliado na guerra contra os xiitas (inimigos declarados dos sauditas) em todo o mundo.

De acordo com o grande mufti, é perfeitamente permissível que os muçulmanos peçam ajuda a Israel para combater e matar os palestinos e seu exército, o Hamas.

O sheik pede a todos os muçulmanos que parem de protestar contra os últimos atos de violência do exército israelense na esplanada das mesquitas palestinas. Ele diz que os muçulmanos não veem quão inúteis e contraproducentes são seus protestos. Os muçulmanos devem parar seus protestos contra Israel e agora devem se unir e permanecer em solidariedade com Israel contra o Hamas e o Hezbollah.

Em resumo, o Mufti saudita continua promovendo traição ao Islã e à Causa Palestina, o que não é novidade, tendo em vista a ligação de seu governo com os inimigos do mundo árabe: sionistas e imperialistas norte-americanos, os maiores – e verdadeiros – terroristas da Humanidade.
Metade do mundo árabe é formada por governantes fabricados por sionistas americanos e britânicos, fantoches do capitalismo, e a maioria dos governantes de países islâmicos é submissa aos norte-americanos.

Moutih Ibrahim
Presidente da Sociedade Beneficente Árabe Brasileira do Paraná