Homo Sapiens x Homo Ludens
Raramente os seres humanos são plenamente racionais, como deveriam. Na maioria das vezes eles são emocionais. Um exemplo são os torcedores de futebol, que chegam a ficar
fanáticos sem nenhuma explicação racional.
A propaganda explora isso. Se na TV aparece uma pessoa, vestindo um jaleco, recomendando uma determinada marca de creme dental, o telespectador - quase
inconscientemente - acredita na argumentação por imaginar que se trata de um dentista, que tem maior credibilidade que a mais bela locutora, com dentição impecável, poderia passar.
Mudança de Opinião
Há várias gerações, desde o século passado, é sabido, que as pessoas adultas costumam cristalizar as suas opiniões, supostamente depois de terem avaliado e elaborado sua própria conclusão. Quem muda de opinião é classificado como “vira-casaca” e desacreditado, com o rótulo de “volúvel”: alguém que não sabe o que quer.
Hoje, nos maiores países capitalistas, há inúmeros think tanks com volumosos recursos financeiros para explorar os principais pontos sensíveis das pessoas. Isso tem sido facilitado graças aos modernos meios de comunicação como as redes sociais.
Também é sabido que as crianças – isentas de parti-pris, por estarem na fase de aquisição de noções de tudo - aceitam com maior facilidade tudo que os adultos lhes transmitem.
Por esta razão, a Igreja Católica investe na infância, passando-lhes as noções de pecado e culpa ao fazer que decorem o Catecismo, de fio a pavio, que é cobrado das crianças na Primeira Comunhão. Ao chegarem à idade adulta, já têm opinião formada, como se fosse sua essa aquisição.
Um escritor politizado, como Monteiro Lobato, viu que era dificílimo fazer as pessoas se convencerem da importância do petróleo e do ferro para o desenvolvimento econômico do País.
Chegou a ser preso por discordar do governo! E passou a escrever para as crianças. Criou a boneca Emília como questionadora de tudo, até que lhe demonstrassem o certo, o verdadeiro.
Roldão Simas Filho
Pensamento:
“Não me dê conselhos! ... Sei errar sozinho”
Parece uma frase de pára-choque de caminhão...
