Bolsonaro demite um dos únicos generais nacionalista de seu governo


O presidente dos Correios Juarez Aparecido de Paula Cunha, teve sua demissão anunciada pelo presidente Bolsonaro na manhã de hoje (14). O General perdeu o emprego porque defendia o patrimônio nacional e era contra a privatização dos Correios. Mas segundo a visão distorcida de mundo de Bolsonaro ele se comportava como “sindicalista”.

Cunha tinha como objetivo abrir o capital da empresa nos próximos cinco anos. Em 25 de abril, Bolsonaro afirmou que os Correios seriam privatizados. Na visão de Cunha isso iria acarretar problemas para a União já que só a parte mais lucrativa seria vendida e o restante teria que ser bancado pelo poder público.

Em outro momento para uma plateia de sindicalistas e parlamentares de oposição, o ainda presente dos Correios criticou, em 5 de junho, a privatização. Cunha, general da reserva, afirmou então que a estatal é “autossustentável” e “insubstituível”. Durante o discurso, ele acabou ganhando apoio de carteiros e servidores públicos.

“Os Correios são uma empresa que depende do próprio resultado e não tem orçamento do governo”, disse o executivo em abril. Privatizar somente a área na qual a ECT enfrenta concorrência — a de logística, que engloba serviço de entrega de produtos vendidos pela internet, por exemplo — comprometeria a sobrevivência da divisão responsável pela entrega de produtos vendidos pela internet, por exemplo — comprometeria a sobrevivência da divisão responsável pela entrega de cartas. “É um subsídio cruzado. Um lado compensa o outro.”

Ele havia assumido a função ainda no governo Temer, indicado pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. A empresa registrou lucro líquido pelo segundo ano consecutivo. Na área de encomendas a expansão foi de 20,4% entre 2017 e 2018.

BrazucaNews

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